O Boneco Ladrão

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1

Certidão de nascimento e carteira de identidade, ele não tinha. Se ele lembrava do seu nome verdadeiro, nunca havia dito a ninguém. Era “Cabeção” e pronto. Cabeção cachaceiro. Cabeção ladrão. Cabeção. Maloqueiro do sertão tem nome simples. Nome que todo mundo lembra.

Cabeção estava sentado em uma pedra, no início da estrada que levava ao centro da cidade de Cachoeira. Havia acabado de acender um cigarro de palha, depois de chupar uma manga. Foi nessa hora que uma carroça toda colorida dobrou na estrada. Era tanta coisa pendurada que o barulho podia ser ouvido à distância. Cabeção arregalou os olhos. Achou estranho aquele carro. Nunca tinha visto coisa assim por aquelas bandas. Ficou “cismado”, como se diz.

Era uma charrete toda fechada, só com um banco na frente onde ficava o sujeito que guiava a geringonça e o seu acompanhante. O condutor da carroça gritou e o cavalo parou ao lado da pedra.

– Dia quente – disse o senhor gordo e moreno que guiava o carro. – Já cheguei em Cachoeira da Pedra? – perguntou, enquanto passava um lenço em seu imenso bigode. O garoto negro que estava ao seu lado devia ter mais ou menos treze anos e tinha uma cara de enfezado.

– Já sim, senhor – respondeu Cabeção, sem olhar para o velho. Toda a sua atenção estava voltada para os penduricalhos da carroça. Havia panelas, chaleiras, sapatos velhos, roupas e até uma corneta.

– Gostou da carroça? – indagou o velho, percebendo a curiosidade do rapaz. Só então Cabeção olhou diretamente para o velho, mas não disse nada. – Indo por aqui direto, eu chego ao centro da cidade?

– Chega sim, senhor.

– Então, nos vemos mais tarde – acenou o velho.

A carroça seguiu fazendo zoada pela estrada e desapareceu na quebrada seguinte. Cabeção não era lá muito inteligente, mas de uma coisa ele sabia. Ali dentro daquela carroça devia ter alguma coisa para roubar.

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A carroça colorida também chamou a atenção das pessoas da cidade. O povo da feira, os guardas da praça, as moças nas janelas. As crianças enlouqueceram. Uma verdadeira procissão de meninos e meninas seguiu o carro até a frente da prefeitura. O velho desceu distribuindo balas de hortelã para todo mundo e depois caminhou até o prédio. O garoto permaneceu na carroça.

– Posso ajudar? – perguntou o guarda que fazia a segurança.

– Preciso do alvará para montar meu show – respondeu o velho, lhe entregando uma bala de hortelã.

– Segunda porta a direita – informou o guarda.

Munido da autorização, o velho mandou o garoto chato distribuir panfletos pela cidade de cachoeira.

“Teatro de Bonecos do mestre Farid – O Auto do Roubo da Pedra Sagrada”

O velho dizia se chamar Farid, dizia que era libanês, mas na verdade era de Barbalha, Ceará. Naquelas terras era bom para os negócios dizer que era do estrangeiro. E do Líbano melhor ainda, que ninguém sabia onde ficava. Em pouco tempo, só se falava do show. Não acontecia muita coisa na cidade, por isso qualquer porcaria era motivo para o povo se barbear, se perfumar e sair de casa. A prefeitura havia dado autorização para que Farid fizesse seu show na praça e depois estacionasse sua carroça atrás da igreja. Para ele, estava ótimo. A praça era grande daria para todo mundo ver o show.

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Cabeção foi até a casa do seu melhor amigo para convidá-lo a participar do roubo da carroça colorida. O nome do amigo era Ferrolho, apelido ganho devido a sua habilidade de arrombar cadeados, trancas, fechaduras e afins. Ferrolho estava dormindo quando Cabeção bateu na sua porta.

– Fala, macho – disse ele abrindo a porta, só de cueca e bocejando.

– Coloca a roupa. Chegou um velho na cidade cheio de coisa na carroça.

– E o que é que tem?

– Ora, o que é que tem… vamos lá roubar.

– Vou me vestir.

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Após o almoço, o ajudante mal encarado do mestre Farid havia começado a montar o palco no meio da praça de Cachoeira. As crianças, que antes seguiram a carroça, estavam todas sentadas, observando a montagem do espetáculo. A cara de enfezado do garoto ajudava a ficarem quietas e comportadas. Acostumado ao trabalho, não demorou muito para que ele terminasse o serviço. Agora era só esperar o velho para enfeitar o palco e arrumar o cenário. E trazer os bonecos, claro.

5

O velho Farid estava na casa do prefeito tomando café e comendo bolo de rolo. Assim que soube que o mestre “libanês” estava na cidade, a autoridade máxima de Cachoeira havia mandado chamar aquele velho conhecido do seu pai para uma conversa.

– É um grande prazer receber um artista da sua grandeza em nossa pequena cidade – mentiu o prefeito.

– Muito obrigado, prefeito Cosme – agradeceu Farid. – Vejo que puxou a educação do seu saudoso pai.

O prefeito colocou sua xícara em cima da mesa e fez a pergunta que estava entalada na sua garganta desde que soube que o velho estava na cidade.

– Ele está aqui? – perguntou, sussurrando. – Ele ainda está com você?

Na primeira vez em que Farid esteve em Cachoeira, e isso fazia muito tempo, o pai de Cosme era o prefeito da cidade. Naquela ocasião, o mestre dos bonecos fez um serviço a mais do que seu habitual show. Um serviço especial para o pai do atual prefeito.

– Vá ao show hoje à noite e procure por um boneco branco de roupas pretas. Eu o uso para fazer o papel do ladrão. É ele. Ainda é – respondeu o velho, antes de tomar um gole do café.

– Eu quero comprá-lo – disse o prefeito, engolindo seco. – E eu pago bem.

– E como eu fico sem meu boneco ladrão? – perguntou o velho.

– Eu dou um jeito – responsabilizou-se o prefeito.

– Sou todo ouvidos – respondeu Farid.

6

Às 6 horas da noite, o palco já estava todo montado e os bonecos posicionados atrás da cortina. Agora era só esperar a missa terminar para o povo lotar a praça.

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O Auto do roubo da Pedra Sagrada – Prólogo

Durante muitos e muitos anos, a pedra sagrada protegia a cidade. Por conta dela, nunca tinha seca. Os rios viviam sempre cheios e as plantações sempre verdes. O sol brilhava durante o dia a as estrelas apareciam todas as noites. Foi assim, sempre. Mas um dia, o dragão desceu a montanha e roubou a pedra sagrada que ficava em um altar no centro da cidade. O monstro levou a pedra e a escondeu no fundo da sua caverna. No dia seguinte, os rios secaram e as plantações viraram pó. O céu ficou cinza e os animais fugiram. A cidade estava morrendo.

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Apenas o início do show de bonecos do mestre Farid foi o suficiente para deixar o público ensandecido. Os bonecos pareciam ter vida própria e tinham movimentos perfeitos. Alguns comentavam que não conseguiam ver os fios pelos quais o velho os manipulavam. O velho “libanês” também narrava a história com maestria.

E o dragão? Uma enorme marionete chinesa verde com os olhos vermelhos brilhantes. O dragão sempre era o preferido da platéia. Essa era a melhor hora para arrecadar a bilheteria da noite. Enquanto os espectadores estavam embasbacados, o assistente de Farid corria por entre eles com a sacolinha. Todo mundo fazia questão de contribuir com um espetáculo tão bonito e bem feito. Cabeção e Ferrolho, mesmo pensando no golpe que iriam dar, haviam se impressionado com o auto. Não tinha entendido nada da história, mas também tinham gostado do “jacaré” dos olhos vermelhos. Se bem que os dois se animaram mais quando viram a sacola do menino cheia de moedas e notas. Até mesmo o prefeito Cosme estava encantado com o espetáculo. Mas o que ele esperava mesmo era ver o boneco ladrão.

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O Auto do roubo da Pedra Sagrada – 1º ATO

Desesperados, os moradores só podiam recorrer a uma pessoa para recuperar a pedra sagrada. Alguém que havia sido banido da cidade há muito tempo. Há tanto tempo que ninguém mais lembrava seu nome, nem o porquê dele ter sido expulso daquele lugar. Alguém de quem o povo se referia apenas como “O Ladrão” e que morava perto da lagoa. Uma comitiva foi montada e seguiu pela estrada. Não demorou muito para que eles chegassem à casa de Ladrão.

– O que vocês querem? – perguntou ele assustado, assim que a comitiva chegou. Ele usava roupas pretas e era muito branco.

O líder do povo da cidade explicou o que havia acontecido e que precisava de um “ladrão” para recuperar a pedra sagrada. O Ladrão disse que resgataria a pedra, mas fez muitas exigências: dinheiro, comida, cavalos e voltar a morar na cidade. Os homens da comitiva recearam no início, mas depois de uma conversa entre eles, viram que não tinham opção. Um acordo foi selado e Ladrão partiu rumo à montanha.

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O prefeito Cosme nem acompanhava mais a história. Toda sua atenção estava voltada para o Boneco Ladrão.

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O Auto do roubo da Pedra Sagrada – 2º ATO

O povo da cidade mandou dois homens acompanhando Ladrão. O objetivo era que eles ajudassem, mas estavam era morrendo de medo do dragão. Ladrão, por outro lado, não demonstrava temer nenhum desafio que lhe surgisse. Escalava a montanha usando as suas próprias mãos, enquanto que os homens cheios de cordas e picaretas ficavam para trás.

Depois de algumas horas de subida, eles pararam em frente à caverna do bicho. Os dois homens da cidade estavam exaustos e pediram para descansar um pouco antes de encararem a fera, mas Ladrão não lhes deu ouvidos e entrou na toca do monstro, sozinho. Apenas ele e sua espada.

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O segundo intervalo era a hora do assistente de Farid vender as guloseimas. E tome algodão doce, pipoca e pirulito de tábua. Atrás das cortinas, o velho mestre preparava o cenário e os bonecos para o próximo ato. Nessa hora, alguém bateu na carroça. Farid abriu a porta, meio desconfiado. O prefeito Cosme estava lá, parado.

– O que você quer? – perguntou o velho, enfezado.

– Eu quero vê-lo de perto. Quero vê-lo agora.

– Espere o fim do show. Suma daqui ou vou esquecer que um dia fui amigo do seu pai – gritou o dono do show e fechou a porta.

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Ferrolho havia comprado um pacote de pipoca e ofereceu a Cabeção.

– A gente veio aqui pra roubar e não pra comer – disse ele, negando a pipoca.

– Quando a gente roubar o dinheiro deles, vou estar pegando meu dinheiro de volta – sorriu Ferrolho.

– Eita. É mesmo – concordou Cabeção, enfiando a mão no saco de papel.

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O Auto do roubo da Pedra Sagrada – ATO FINAL

Os homens que estavam fora da caverna acenderam tochas e ficaram esperando. Havia um silêncio absurdamente estranho. Mas, de repente, uma labareda de fogo iluminou toda a entrada da caverna. Os homens recuaram assustados. Foi nessa hora que Ladrão apareceu trazendo a pedra sagrada nas mãos.

– Tome – disse ele entregando a pedra a um dos homens – leve-a para a cidade. Vou cuidar do dragão.

Os homens desceram correndo até a cidade para colocar a pedra de volta ao altar. Mas antes que o povo começasse a comemorar, o dragão surgiu no céu. E então ele pousou ao lado da pedra. Sua boca e olhos eram vermelhos e saía fumaça das suas narinas. Todos achavam que seriam incendiados ali mesmo. Mas o dragão, segundos antes de cuspir suas chamas, deitou no chão se contorcendo de dor. Foi aí que uma espada surgiu, de dentro para fora, rasgando a barriga do monstro. Ladrão surgiu todo sujo de sangue de dentro da fera. A cidade estava para sempre. Todos aplaudiram o herói.

Fecharam-se as cortinas.

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Fim do espetáculo. História simples para todo mundo entender. O público aplaudiu de pé. Estavam encantados com os bonecos do mestre Farid. Tanto com a história como com a perfeição dos movimentos.

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O prefeito Cosme se despediu das pessoas na praça e saiu em direção à sua casa. Seu plano já estava armado. Agora era só esperar o velho levar o boneco ladrão para ele.

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Algumas pessoas fizeram questão de cumprimentar o velho Farid após o show. Ele distribuía sorrisos e apertos de mãos, mas não prometeu fazer um novo espetáculo no dia seguinte. Disse que iria ver. Logo em seguida, acompanhado do menino mal encarado, ele desmontou o palco, juntou tudo em sua carroça e partiu para seu merecido descanso.

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Cabeção e Ferrolho seguiram a carroça do velho libanês até à igreja. Era costume do povo de Cachoeira dormir cedo, então todo mundo havia se recolhido naquela hora. Farid estacionou a carroça por trás da Igreja e desceu com uma mala na mão. Pelo caminho que tomou, os dois ladrões acharam que o velho havia seguido à pensão para dormir.

– A hora é essa – disse Cabeção.

– Calma – falou Ferrolho, segurando o amigo pelo braço. – Cadê o moleque? O da cara feia? Ele deve ter ficado na carroça.

Mas assim que Ferrolho disse isso, o moleque pulou da carroça e correu na mesma direção do velho, também com uma mala na mão.

– Pronto – emendou Cabeção. – Agora a barra tá limpa.

– Eu estava pensando – disse Ferrolho. – Eu acho que eles não deixam o dinheiro na carroça. Devem levar com eles.

– Bem capaz… mas deve ter algo que preste na carroça. Não custa olhar, homem de Deus. Vai desistir, é? – desafiou Cabeção.

– E a guarda municipal? Pode passar um guarda por aqui – continuou Ferrolho.

– Ah, já vi que vai amolecer. Pois eu vou sozinho, duvida? – perguntou Cabeção.

Ferrolho olhou para os lados e suspirou.

19

Uma população inteira de bonecos testemunhava a invasão. Bonecos de todos os tipos e tamanhos. Pendurado no teto estava o dragão. Um artefato chinês muito bem feito e imponente. Bonecas russas de porcelana com seus rostos brancos e seus vestidos coloridos. Bonecos simples de pano, mas costurado com técnicas apuradas e perfeccionistas. Havia um mundo dentro da carroça de Farid. Um mundo de bonecos.

O invasor remexia as caixas no chão, sem saber que aqueles olhos de vidros os observavam. Procurava o que quer que fosse, com pressa. Queria sair dali o mais rápido possível. De tão entretido que estava, não viu a movimentação nas paredes.

Pequenas coisas feitas de pano e bucha escorregavam como aranhas em teias e corriam para o escuro assim que alcançavam o chão. Cada um empunhava uma agulha com linha, como se fossem pequenas espadas.

O invasor achou uma caixa grande e estava revirando as coisas que tinha dentro. Foi quando sentiu os primeiros ataques. Em poucos segundos seu pé esquerdo estava cheio de agulhas. Ele gritou, mas não por muito tempo. Outros bonecos, dezenas, atacaram seu rosto. Alguns cravaram agulhas em sua língua e ele não conseguiu gritar mais. Então, ele caiu de costas no chão e se transformou em uma presa fácil. Agarraram suas pernas e braços. Pequenas mãos, porém fortes, como as de guerreiros. A linha era resistente como um cabo de aço. Ele não conseguia se mexer.

O dragão desceu do teto planando e pousou em seu peito. Seu bafo e as faíscas que saíam do seu nariz eram reais. Assim como os grandes olhos vermelho. Agora era o medo que não deixava o invasor esboçar reação.

A porta da carroça se abriu e Farid entrou na carruagem. O velho tirou um funil do bolso do paletó e, ajoelhando-se, o entregou a um boneco de 30 cm que usava calças xadrez e camisa de flanela.

– Retire as agulhas e enfie isso na boca dele – ordenou à pequena figura.

O dragão levantou vôo e voltou para o teto. Então, o boneco pulou sobre o peito do homem e caminhou até sua boca. O preso tentava falar algumas palavras, enquanto as agulhas eram arrancadas de sua língua e dos seus lábios, mas não conseguia dizer nada. Assim que terminou de tirar as agulhas, o boneco colocou o funil na boca do homem. Empurrou bem fundo, de modo que ele não cuspisse.

Farid pegou um pequeno frasco, agora tirado do bolso da calça, e derramou o líquido no funil. O homem engasgou um pouco, mas engoliu tudo sem reagir. Pouco tempo depois, seus olhos estavam completamente brancos.

– Sempre são os olhos que mudam primeiro – falou Farid, discursando para seu público de marionetes – Nunca entendi, por que – confessou, enquanto se levantava.

Os bonecos começaram a voltar para suas posições de origem. Farid chamou seu assistente, que esperava do lado de fora da carroça. O garoto entrou correndo e começou a despir o homem. Assim que terminou, o rapaz puxou uma faca e abriu um enorme corte na barriga do invasor. O corpo nu começou a encolher. Sua pele empalideceu e amoleceu, seu cabelo engrossou e o sangue escorregou todo para fora do corpo em uma velocidade incrível, como se estivesse sendo drenado.

No fim, Farid caminhou pela poça de sangue e pegou em suas mãos a pequena figura que havia sido um homem, poucos minutos atrás. Havia um novo boneco dentro da carroça.

– Agora é só lavar e costurar, e meu novo boneco ladrão estará novo em folha – disse o velho.

Alguns passos foram ouvidos do lado de fora. Farid e seu assistente correram para olhar, mas não viram nada nem ninguém. Os dois arrumaram suas coisas e partiram com a carroça colorida, deixando a cidade de Cachoeira para trás.

20

Sentado na poltrona da sua sala de estar, o prefeito Cosme observava o boneco que havia acabado de comprar. Ele cresceu ouvindo falar dele, mas seu nome verdadeiro era proibido de ser pronunciado naquela casa. Era uma afronta à memória do seu pai.

Farid fez um bom serviço para o pai de Cosme, transformando seu maior inimigo em um boneco. Não havia um corpo que precisasse ser ocultado. Era o crime perfeito.

A marionete estava inerte, deitada em cima de uma pequena mesa. Cosme falava, mas ele não respondia. Só obedecia ao comando do velho Farid e de mais ninguém.

Mas não foi para fazê-lo se mexer que o prefeito havia pago, nem mandado o segurança da prefeitura invadir a carroça do velho bruxo, indo de encontro à morte certa. “Entre na carroça e procure por uma caixa. Você será recompensado”, mentiu o prefeito para o guarda.

O prefeito Cosme queria tomar parte na vingança de seu pai. Ele se levantou e foi até a cozinha. Quando voltou, trazia uma garrafa de álcool e uma caixa de fósforos em suas mãos.

21

Depois de desistir de roubar a carroça, Ferrolho foi para a casa. Quando estava quase pegando no sono, ouviu alguém bater desesperadamente na porta do seu barraco. Quando abriu, deu de cara com cabeção. Ele estava pálido e esbaforido.

– Ferrolho… quase que eu virou boneco – confessou, antes de desmaiar.

 

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Uma resposta para O Boneco Ladrão

  1. Mauro. disse:

    Massa, Gera! Gostei, ví?

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